Boas!
Aproveitei aquelas cordas Elixir que eram dadas lá na Musicália para fazer um set up a uma
Ibanez S 540 (LTD-?) com 8 anos.
Nunca a guitarra tinha levado um Setup tão profundo!...
1º - afinei (normalmente, em Mi, Si, Sol, Ré, Lá e Mi, 1ª para a 6ª) com as cordas velhas para sentir o som que tinha e toquei um bocado.
2º - Tirei as cordas velhas! Todas, sem pôr as novas!...
3º - Desmontei o braço para limpezas. Reparei que alguns trastes estavam mais gastos do que outros e irregularmente gastos (isto é que é giro) pois na zona de algumas cordas o desbaste era maior.
4º - Tirei o trémulo (Floyd Rose) para limpeza das cavidades e para regular o aperto da alavanca... - Se abrirem o compartimento das molas, hão de reparar no local de encaixe da alavanca. Na extremidade deste encaixe existe 1 parafuso com uma mola... o que fiz foi tirar o parafuso e apertar a mola. Torna-se um pouco difícil explicar o como é que funciona, mas vejam os links da Ibanez que vão perceber.
5º - Voltei a montar o trémulo no lugar, com as molas todas e antes de colocar as cordas, arranjei umas cunhas (não tenho outro nome para dar) que me estabilizassem o cavalete na posição correcta (como se estivesse com as cordas afinadas e prontas a usar), ou seja, apliquei alguma tensão às molas do cavalete que se assemelhasse à que as cordas iriam fazer. Acreditem que isto funciona e ajuda muito pois poupa tempo de ajuste das afinações das cordas. Estas deixam de ter o tabalho de
levantar o trémulo!
6º - Coloquei as cordas. Fiquei um bocado desapontado, pois ainda não tinha afinado o Mi agudo e a corda parte-se a meio... ainda tentei recuperar alguma coisa, mas foi tempo perdido. Lixo com ela. Não percebo, devia ser mau fabrico, pois ainda faltava enrolar muita corda. É certo que lhe estava a dar alguma tensão, mas era para que ficasse direitinha no carrilhão e mesmo assim não era tensão suficiente para que partisse. Damn

acabei por por uma corda antiga.
7º - Com as cordas mais ou menos afinadas dei uns ajustes ao braço, mais ou menos a medida referida atrás, 1/4 de volta... creio que nem tanto. Reafinei as cordas.
8º - Calibrei as molas do Floyd Rose de modo a que este ficasse na posição correcta (ver os sites!) e reafinei as cordas. Testei os
Dive Bombs e o oposto para ver se estava estável e refiz o era necessário. No fim reafinei as cordas.
9º - Regulei a altura do cavalete e dos PUs, Visto que os excessos de uso do Trémulo podem fazer as cordas tocar nos PUs. Assim, a coisa foi estabilizada e já não interferem.
10º - Calibrei os Harmónicos. Houve selas que andaram muito! hehehe 8 anos sem revisão faz alguma coisa! Felizmente tenho um conjunto de chaves para ajuste das selas do Floyd Rose
(ver
aqui: Stewart MacDonalds) Estas chaves ajudam muito e poupam MUITO tempo. com a ajuda dum afinador cromático dum dos processadores de efeitos, verificava a afinação da corda solta, do harmónico do 12º traste e da nota do mesmo traste. Quando estas duas últimas coincidiam Aleluya! No fim, a nota da corda solta era a mesma (uma oitava abaixo) da nota em harmónico e da corda pressionada no 12º traste.
11º - Depois de tudo verificado e corrigido toquei um pouco para verficar se a aplicação da teoria deu frutos, que deu, mas infelizmente comecei a fazer o setup pelas 2:00 am e acabei pelas 7:00 am (credo...) logo toquei pouco... mas o que toquei chegou para saber que valeu a pena o esforço! A guitarra está impecável, à parte do desgaste dos trastes e dos cromados, mas não é significativo!
This post has been edited by tmo: 27 October 2003 - 16:37